O tempo é uma categoria cruel. Eu não sou físico e tão pouco tenho qualquer entendimento da dimensão temporal, então por isso mesmo me dou o direito de me referir ao tempo como eu quiser. Mas pra mim, o tempo é cruel.
O tempo não espera por você. Literalmente, ele apenas corre e você é obrigado a acompanhar. O que você faz durante esse acompanhamento é o que as pessoas vão julgar como sendo um bom proveito do seu tempo ou um desperdício. Mas escolher que o tempo não passe é impossível. Acredito que essa seja a realidade mais cruel do tempo. Você está a mando dele e não pode desobedecê-lo. Certo? Bom, talvez não seja bem assim.
Em Steins;Gate, o protagonista cria uma máquina do tempo. Temos ali então uma história onde um indivíduo decide desafiar o tempo. Mas se você assistiu o animê, sabe o tanto de desastre que resulta das ações do protagonista. Não acho que isso seja spoiler. Essa é a premissa básica de toda história que mexe com viagem no tempo.
Mas Steins;Gate é especial. Nesse animê é possível compreender até onde vai a nossa capacidade de enfrentar o tempo. Veja, para além da viagem temporal, resguardada apenas pela ficção, no mundo real nós podemos enfrentar o tempo de algumas maneiras, e isso está representado em Steins;Gate.
Você pode fazer escolhas.
O tempo vai percorrer seu fluxo natural sem te pedir passagem. Mas enquanto isso, você pode decidir por onde o tempo vai passar. Essa é o enfrentamento que qualquer um pode fazer ao lidar com as mazelas do tempo. Essa é a capacidade humana de vencer o tempo.
Apesar de não poder desacelerar, acelerar, parar, dar saltos ou retroceder, o ser humano pode decidir seu rumo. Por onde o rio do tempo vai fluir é uma decisão que cabe a você, não ao tempo.
No animê, o protagonista toma uma decisão que, apesar de fazer uso da viagem no tempo, tem seu significado pautado exclusivamente na capacidade dos indivíduos de fazerem escolhas. É assim que o protagonista agiu.
Não deixe que o tempo te imponha uma condição de mero expectador da sua vida. Percorra seu percurso como bem entender.
Meu nome é Rodrigo Mamud.
Obrigado por ler esse texto.

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