Pular para o conteúdo principal

No.6 descreve muita coisa, mas em quase nada você precisa prestar atenção

 



    Eu adorei esse animê. Tocou meu coração de um jeito que eu não esperava, e talvez por isso eu tenha dado esse título para esse texto. No.6 é um animê que aborda uma riqueza de temas, mas isso não importa dentro da trama. O foco não é a diversidade de temas. O que importa é o amor.

    O amor é a sustentação máxima da relação humana. É o que te imprime dentro do outro e te faz ver pelos olhos dele. Sem o amor, qual a razão para se relacionar? Veja, tanto na amizade quanto no amor romântico, o amor é importante para que se possa entender a dor do outro. Por isso No.6 existe.

    Nesse anime, vemos dois personagens entendendo um ao outro. Eles são pessoas diferentes. Com personalidades diferentes. Mas o amor os conecta e faz com que eles possam superar a barreira comumente imposta pelo capitalismo, que objetifica as relações humanas e faz com que os indivíduos precisem realizar esforços colossais para alcançar o âmago do outro.

    Mas o amor é imbatível. No.6 entendeu isso muito bem.

    Dois personagem que não deveriam ficar juntos porque vivem em mundo diferentes, mas que rompem as barreiras concretas e subjetivas da sociedade capitalista, podendo assim, se conectarem. Perceba uma coisa, sei bem que é um clichê já bem utilizado tanto nos animês quantos no cinema a concepção do "amor proibido". Mas por mais estranho que pareça, e eu admito que meu texto dê a entender isso, esse anime não aborda o "amor proibido". Não se trata ali de um romance impedido pela sociedade homofóbica. Se trata do amor lutando com todas as suas forças para poder existir. Rompendo as barreiras da sociedade de classe e das diferenças superficiais impressas nos indivíduos por meio da mídia e do modo de produção capitalista.

    Assista No.6.

    Meu nome é Rodrigo Mamud.

    Obrigado por ler esse texto.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Haikyuu, um alçar voo sem sair do chão

    Seres humanos não são invencíveis. Eles quebram e sentem muita dor. Quase sempre, passar pela experiência de ver seu sonhos ruirem de frente pra você provoca uma dor imensurável que te faz perder o chão. Sem o chão, o ser humano não anda. Por isso o protagonista de Haikyuu decidiu fazer diferente.            Ele voou.      Quando se bate asas em meio a adversidades, os que ficam embaixo se surpreendem não por inveja, mas por acharem que eles também podem. E podem sim. Note, voar não é uma aventura que se inicia rumo a lugar algum. Voar é ir de encontro ao que você quer que seja seu. Seu ar pra respirar. Sua felicidade.          Em Haikyuu, o protagonista é um jovem jogador de vôlei. Ele quer ser o melhor no esporte, tanto quanto o seu maior ídolo. Mas o nosso protagonista enfrenta um "pequeno" problema que dificulta sua trajetória rumo ao topo. Ele é um adolescente muito baixinho.     É cu...

Steins;Gate: reconhecendo suas capacidades e incapacidades

      O tempo é uma categoria cruel. Eu não sou físico e tão pouco tenho qualquer entendimento da dimensão temporal, então por isso mesmo me dou o direito de me referir ao tempo como eu quiser. Mas pra mim, o tempo é cruel.     O tempo não espera por você. Literalmente, ele apenas corre e você é obrigado a acompanhar. O que você faz durante esse acompanhamento é o que as pessoas vão julgar como sendo um bom proveito do seu tempo ou um desperdício. Mas escolher que o tempo não passe é impossível. Acredito que essa seja a realidade mais cruel do tempo. Você está a mando dele e não pode desobedecê-lo. Certo? Bom, talvez não seja bem assim.      Em Steins;Gate, o protagonista cria uma máquina do tempo. Temos ali então uma história onde um indivíduo decide desafiar o tempo. Mas se você assistiu o animê, sabe o tanto de desastre que resulta das ações do protagonista. Não acho que isso seja spoiler. Essa é a premissa básica de toda história que mexe com ...

Sangatsu no Lion e a importância do ser depressivo

     Desistir do que lhe dá prazer quase sempre é mal sintoma. Pessoas depressivas tem esse costume e é realmente muito triste. Quem assistir sangatsu poderá se identificar em vários aspectos com o protagonista, entre eles, a perda do prazer de viver.      Em Sangatsu, o protagonista se mostra uma pessoa de temperamento morno, e digamos, passivo. Como se ele apenas reagisse ao mundo ao seu redor.      Eu, devo dizer, vivencio momentos assim constantemente. Me sentindo desconectado do mundo. Como se as coisas ao meu redor apenas acontecessem e eu fosse um mero personagem coadjuvante.      Machuca não se sentir protagonista da própria história.      Sangatsu traz um pouco disso quando aborda questões familiares. Mas como não é do perfil desse blog tecer reviews sobre os animes, tão pouco dar spoiler, me resguardo o direito de dizer apenas que o protagonista sente que ele está ocupando um lugar que não é dele. ...